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GAI - Gabinete de Apoio e de Intervenção

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Para esclarecer, sensibilizar e intervir.

GAI - Gabinete de Apoio e de Intervenção

Projecto da responsabilidade da apie - Associação Portuguesa de Investigação Educacional - Para esclarecer, sensibilizar e intervir.

Divulgação

10 ANOS A INFORMAR, A AJUDAR E A SENSIBILIZAR

Foi a 26 de Novembro de 1999 que nasceu aquele que se viria rapidamente a tornar num portal de referência em língua portuguesa sobre a deficiência da visão,
o www.lerparaver.com. O LerParaVer continuou a crescer neste último ano, foi o ano com mais novos conteúdos, mais de 2000 novas entradas, entre conteúdos e comentários, tendo tido cerca de 1 milhão de visitantes. A comunidade virtual do LerParaVer continuou a crescer, tendo ultrapassado os 2 mil utilizadores activos.

Este sucesso deve-se a todos, aos que nos visitam, e aos que directa ou
indirectamente publicam conteúdos. Para vocês os nossos parabéns, pois é
graças a vocês que tem sido possível manter este portal vivo à uma década,
são poucas as páginas da Internet que se podem orgulhar de tal feito. Embora tenham já  decorrido 10 anos, o que no mundo da Internet é uma
eternidade, o LerParaVer continua fiel aos seus objectivos iniciais, que passam
por dar o nosso modesto contributo para levar informação útil e actualizada
aos deficientes visuais de língua portuguesa bem como interessados por estas
temáticas, sensibilizar para a não discriminação, bem como promover formas
para que todos possam trocar impressões e partilhar experiências.

É tempo de comemorar este aniversário, de reviver estes 10 anos de história,
mas também é tempo de continuar a olhar para o futuro, e de encontrar formas
para fazer com que este Portal cumpra cada vez melhor os seus objectivos, e que
continue muitos mais anos a informar, a ajudar e a sensibilizar. Contamos
convosco!

Daniel Serra e António Silva

P.S. Presenteamos os nossos visitantes com a actualização e a espansão da
secção de downloads (www.lerparaver.com/downloads), façam bom proveito!


 

Depoimento

Alguns depoimentos:

 

"meu filho é um menino com sindrome de lowe . tem dezanove anos e é a minha riqueza".

 

"ola tenho uma filha que teve sindrome de west com 6meses hoje ela tem 18anos,vivo em funcao dela,ela brinca,corre,danca.frequenta escola mas nao acompanha,faz estimulacao ate hoje.gostaria de conversar com pais de criancas com esta sindrome que tenham esta idade ou mais,pois so vejo artigos com criancas mais novas.minha filha se chama merisia".    

 

"Ola sou mae de 2 crianças uma de 6 e outra de 3.
Desde os 1os anos de vida de ambos que tenho percorrido especialistas ( pediatra de desenvolvimento ) e.t.c . Co o + velho começou c deficit cognitivo no Cadim ( centro de des,infantil ) ate´« Damp » no Centro Diferenças Dr Miguel PALHA.
Actualmente o + velho esta bem e desenvolveu imenso com a intervençao. A mais nova tambem ando p todo o lado , tem Diagnostico Hiperact . c def.ataençao , embora cnsidere que seja + grave nao fala/ comunica / nao controla esfingtres e.t.c . Ate entao ,tenho 3 diagnosticos diferentes. Aconselho a nao desisiram e procurem sempre + d que uma opiniao , desde psicologos clinicos infantis, pediatra de desenvolvimento, tecnicas de reabilitacao e.t.c".

 

"meu filho tem 3 anos e é portador da sindrome de lowe. isso não é nenhum bicho de sete cabeças... meu filho é benção na minha vida".

 

"Ser mãe ou professora de uma criança especial é muito difícil... Com muitos iguais é facil fazer muito... mas basta um diferente.... Mas aqui deixo um conselho: não desistam. Procurem sempre a ajuda de técnicos especializados, aprendam com eles e façam em casa. Vão ver que é possível... Quanto aos outros podem não acreditar, mas um dia quando derem conta que a criança é mesmo diferente vão sofrer por não terem podido ajudar desde cedo. Por isso mães, força!!! o amor de mãe tudo pode vencer".

 

"A respeito do sindrome de lowe: esta doença é mt complicada eu tenho um sobrinho de 3 anos q esta a viver cmg e com os meus pais ele é uma criança adoravel e mt querida por toda a gente e eu vou ajuda-lo no q for preciso. por isso não fiquem indiferentes a esta doença".

 

"A respeito das actividades aquáticas para nee: A água realmente ajuda muito nesse tipo de tratamento. Sem contar que ela por si só já fascina, então só o fato de estar ali dentro de uma piscina já traz uma alegria e motivação imensa para um deficiente".

 

"O Trabalho que a Associação faz é sensacional. Vocês estão de parabéns!"

 

"Este blog é simplesmente espectacular. E trata com carinho de um assunto muito delicado, de pessoas que merecem muito mais do que sonhos. Adorei!"

 

"Venho parabeniza-los pelo blog. Por todo trabalho que fazem e esta preocupação com aqueles que merecem toda e a melhor atenção especial. Parabéns".

 

"A educação especial é muito importante. Principalmente explorando novos métodos, alcançando novos níveis da sociedade. Parabéns pelo belo blog".

 

"Gosto muito deste blog Precisamos valorizar este tipo de trabalho sempre!"

 

"Boa sorte sempre para que este trabalho siga em frente da melhor forma possível. O sucesso esta nas mãos de que luta por um mundo melhor principalmente por aqueles que precisam de atenção e cuidados especiais. Parabéns!"

 

"A respeito da inclusão: Também penso por essa mesma linha de raciocínio. Acredito que deva haver esta inclusão por moralização da educação mundial. Temos que acabar com os preconceitos e adoptar medidas severas a quem infringe isto."

 

"A respeito da inclusão: Acho que é um caso a se pensar. Pois também vejo que existem crianças especiais que realmente merecem um tratamento mais do que especial e não conseguem se adaptar no convívio com crianças normais e as vezes se subtendo a tentar levar uma vida normal. Temos que saber separar as coisas, nem todos os casos seria vantagem esta inclusão."

 

"Muito bonito isto Continuem com esta empreitada sempre e com o maior sucesso. Muitas graças!"

 

"A respeito do desporto para nee: Com certeza o desporto é imprescindível neste processo de aceitação do deficiente mediante a sociedade. Não só por isso mas todos os aspectos que melhoram no bem estar da criança."

 

"tenho um filho com síndrome de lowe e acabei de abrir uma comunidade no orkut para trocarmos ideias referente a eles. adicionem por favor FILHO COM SINDROME DE LOWE. muitas força a todos!"

 

"olá tenho 44 anos há pelo menos 40 descobrimos que tenho esta doença um membro maior do que o outro com microfístulas artéreovenosa , varizes, ulceras varicosas , se alguém quiser comentar comigo é só me add marcielmecanico@hotmail.com marcielmecanico@itelefonica.com.br , ou até mesmo no ORKUT- PROCURE POR marcielmecanico@itelefonica.com.br"

 

"Oi, sou professora especializada no ensino deficientes visuais; parabéns pelo trabalho!!!!"


 

 

Depoimento

Sou a mãe que vos escreveu a pedir a vossa opinião. Não tenho palavras para agradecer a vossa atenção, as vossas explicações, os vossos conselhos e palavras de esperança. O meu filho entretanto já foi operado e já iniciou com terapia da fala. Numa última avaliação na UADIP constataram-se progressos evidentes. No entanto - e tal como vocês terminam - o importante é não parar e nós, pais, continuaremos a lutar sempre! O meu muito obrigada! Bem hajam!

Referente ao apoio on line de dia 7


Depoimento

Hoje dia 15 de Novembro comemora-se o Dia da Língua Gestual Portuguesa (LGP). Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua gestual através da qual grande parte da comunidade surda, em Portugal, comunica entre si. É processada através de gestos, como o nome indica e a sua captação é visual.

Nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 74.º da Constituição da República Portuguesa, «na realização da política de ensino incumbe ao Estado (...) proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades». Assim sendo, desde 1997, a Língua Gestual Portuguesa passou a ser uma das línguas oficiais de Portugal.

Numa época em que nada, ou quase nada se sabia acerca da comunicação entre os surdos, no Instituto Jacob Rodrigues Pereira (Casa Pia) as crianças surdas, nos seus tempos livres, comunicavam entre si numa "língua secreta, que as protegia dos ouvintes que as rodeavam": falavam com as mãos, falavam a Língua Gestual Portuguesa.

A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. Esta língua é produzida por movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais e a sua recepção é visual. Tem um vocabulário e gramática próprios.

Luís Alves


Apoio on-line

Boa noite, Sou mãe de um menino de 2 anos e meio que está a ser acompanhado pela UADIP (Unidade de Avaliação do Desenvolvimento e Intervenção Precoce) do Porto e pela Pediatria de Desenvolvimento do Hospital Pedro Hispano, pois foi-lhe diagnosticado um atraso global do desenvolvimento aos 2 anos. Estava em casa com as avós e ingressou imediatamente no infantário. Há dias, na última consulta com a pediatra de desenvolvimento, que lhe fez os testes de Griffith, o meu filho obteve a pontuação global de 69, com a seguinte distribuição: A = 68, B = 65, C = 75, D = 63, E = 75. A médica enquanto escrevia o relatório para a UADIP disse-nos que iria actualizar a pontuação, pois viu o meu filho fazer coisas que não viu durante os testes, mas não deve ter sido nada de substancial. Ela explicou-nos que o menino estava num nível de desenvolvimento "borderline", mas deu-nos esperanças de que, com o devido estímulo, o nosso filho poderá passar para valores entre os 80-90, mas para não termos expectativas de mais. No entanto isto já permitiria que ele entrasse na primária ao nível dos outros meninos. Como ele ainda pouco fala, nas próximas consultas da UADIP deveremos definir se vamos enveredar pela terapia da fala e provavelmente também pela terapia ocupacional, visto que ele também tem falhas ao nível da motricidade, é considerado um pouco hipotónico. Numa pesquisa pela Internet, descobri o vosso site e desde já vos dou os parabéns, pois quando diagnosticam problemas deste tipo aos nossos filhos, sentimo-nos muito perdidos e não é fácil encontrar informação clara e perceptível para não-profissionais, tal como acontece no vosso espaço. O que vos queria pedir, se não for abusar da vossa disponibilidade, é se concordam com a opinião da pediatra de que o meu filho poderá entrar na escola em pé de igualdade com outras crianças da mesma idade. Existem mesmo casos de sucesso em crianças nas circunstâncias do meu filho? Crianças que vieram a alcançar um patamar de desenvolvimento dito "normal"? Desde a nascença que o meu filho foi um bebé muito sossegado e veio fazendo as suas conquistas no limite. Deu os primeiros passos aos 18 meses, por exemplo, mas só andou completamente solto aos 21 meses. No entanto, é extremamente sociável, gosta muito de convívio tanto com crianças como com adultos. Mas dizem-nos que continua muito bebé. Repete tudo, mas não diz frases de mais de 2 palavras, ainda domina mal a colher, é preguiçoso para mastigar, ainda não salta. Mesmo a postura dele ainda dizem ser imatura (barriga para a frente). No início, ainda se acreditava que ele tinha um "timming" muito próprio, mas com o passar do tempo foi-nos sendo apresentada a tese de atraso no desenvolvimento. Será que ele virá a dar um "pulo" e recuperar ao nível dos outros meninos? Sem mais de momento, e agradecendo desde já a atenção dispensada, subscrevo-me com os melhores cumprimentos. Atentamente,

Peço desculpa, mas esqueci-me de referir um pormenor que considero importante: o meu filho está a ser tratado a uma otite serosa que aparentemente lhe afecta a audição. A descoberta foi feita através de um timpanograma que se revelou com níveis muito baixos. Juntamente com o nosso otorrino estamos a analisar a hipótese de ele vir a ser operado às adenóides. No entanto, já lhe realizámos os potenciais evocados auditivos e a audição dele não está comprometida. Berta

Em nome do gabinete de apoio e de intervenção da apie começo por pedir desculpa pela resposta tardia... Mas temos demasiados pedidos e não somos muitos... Enfim... Seria necessário conhecer melhor o caso do seu filhote para podermos opinar melhor acerca do assunto. Contudo, posso dizer-lhe que já conheci e conheço imensos casos de sucesso de crianças e jovens com problemáticas bem mais graves que a do seu filho... As crianças e jovens, de uma forma geral necessitam de ser estimulados e incentivados para realizarem aquisições e desenvolverem as competências necessárias para a vida em sociedade. Não tenho dúvidas (embora não conheça o caso com exactidão) de que o seu filho poderá entrar na escola em pé de igualdade com outras crianças da mesma idade... Não se esqueça que as crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes, vivências e ambientes familiares desiguais e que muitas delas não têm uma maturação tão precoce.... Cabe aos pais, em conjunto com professores, educadores e restantes técnicos envolvidos no processo ensino aprendizagem do aluno ajudar o mesmo na superação das suas dificuldades e na realização das aprendizagens... Pode ter a certeza de que o seu filhote ainda vai dar muitos “pulos” ao longo da sua vida, ao nível cognitivo, sócio-afectivo e motor. O Atraso Global do Desenvolvimento Psicomotor pode ser definido como um atraso significativo em vários domínios do desenvolvimento, nomeadamente ao nível da motricidade fina/grosseira, da linguagem, da cognição, das competências pessoais e sociais, das actividades da vida diária, etc. As suas características são diversas: heterogénea na etiologia e no perfil fenótipico; prevalência desconhecida mas estimada em entre 1 e 3% das crianças com menos de 5 anos de idade; atraso significativo que se situa 2 desvios padrão abaixo da média (dentro da mesma idade) – QI igual ou inferior a 70%. Ao nível da intervenção, e numa primeira fase, esta deve ser efectuada pelo médico comunitário que acompanha a criança, para posteriormente se estabelecer o diagnóstico de um atraso ao nível do desenvolvimento. Este diagnóstico é difícil de efectuar devido à grande variação que existe nas aquisições entre as crianças ditas “normais”. Este diagnóstico revela-se eficaz se este for resultante da avaliação do desenvolvimento infantil com vigilância contínua, através da monitorização das áreas de desenvolvimento. Ao contrário, não é eficaz se resultar de um procedimento de rastreio, que consiste numa consulta específica, tendo em conta a idade, a evolução do peso, o crescimento, o perímetro craniano, entre outros. Alguns sinais de alerta: Motricidade grosseira: não rebola, não puxa, não fica de pé, não anda em linha, … Motricidade fina: não segura, não junta as mãos, não faz construções, tem dificuldades de preensão, … Linguagem: não palra, não diz palavras, não constrói frases, não compreende, não fala de um modo inelegível, … Cognição: não procura, não se interessa por jogos, não categoriza semelhanças, não sabe o nome próprio ou apelido, não sabe contar, não sabe as cores ou qualquer letra, … Psicossocial: não ri, não estranha, não se consola nem aceita mimos, agride sem provocação, não brinca com outras crianças, … Deve existir um esforço no sentido de detectar alterações do desenvolvimento o mais precocemente possível através da - intervenção precoce – apesar da maioria dos problemas cognitivos se detectarem só com a entrada para a escola (dislexia, discalculia, etc.). Esta intervenção auxiliará as crianças e as famílias a encontrarem um equilíbrio justo de expectativas e de estimulação adequada. Em suma, é necessário que estimulem o desenvolvimento global da criança, através da música, do computador, do desporto, etc... O importante é não parar.

Aqui ficam alguns links de interesse (artigos e formas de intervenção):

http://edif.blogs.sapo.pt/19654.html

http://edif.blogs.sapo.pt/568.html

http://www.sitiodosmiudos.pt/sitio.asp

http://www.junior.te.pt/servlets/Jardim?P=Jogos

http://www.asolutionforyou.com/Parking%20Game/scoregame/Game.htm

http://www.coloring.com/pictures/choose.cdc

http://www.domingosnotransito.pt/domingos.htm

http://cantinhodateresa.no.sapo.pt/

http://mocho.pt/cab/

http://nonio.eses.pt/contos/andersen.htm

http://www.meddybemps.com/letterary/guide_and_archives.html

http://www.spotthedifference.com/

http://web.educom.pt/escolovar/mat_2operacoes_descobrre_10numeros.swf

http://jogoseducativos.jogosja.com/

http://www.noddy.com/funtime/index_pt.html

http://www.mathplayground.com/math_manipulatives.html

http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu/ca/index_ca.htm

http://www.estadinho.com.br/index3.html

http://www.poissonrouge.com/

Qualquer dúvida contacte... Bom Trabalho! 


Apoio on-line

Olá, meu nome é Dinair Lima sou graduada em Educação Física e pós-graduanda em Ciências da natação, estou fazendo uma pesquisa sobre os benefícios da natação e/ou hidroginástica para portadores de sindrome de west, achei muito interessante seu texto e adoraria que me mandasse material se possível. Desde já agradeço um abraço.

Nos últimos anos, muito se tem falado, muito se tem escrito sobre os efeitos benéficos das actividades na água para os alunos portadores de deficiência... O Síndrome de West é um tipo raro de epilepsia, chamada de "epilepsia mioclónica". As convulsões que a doença apresenta são chamadas de mioclonias e podem ser de flexão ou de extensão, e afectam geralmente crianças com menos de um ano de idade. Cada espasmo começa repentinamente e dura menos de alguns segundos. Tipicamente, os braços distendem-se e a cabeça pode pender para a frente e os olhos fixam-se num ponto acima. No início, a criança pode experimentar um ou dois espasmos de cada vez, mas, no decorrer de um período de dias ou semanas, estes evoluem para dúzias de espasmos que ocorrem em intervalos de poucos segundos.
Há uma grande melhoria dos espasmos infantis com uso intensivo do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico ) nas suas apresentações injectáveis como: ACTHAR ( Corticotrophin) da Rhône Poulenc Rorer Pharmaceutical inc ou a sua forma de H.P.ACTHAR Gel (Repository Corticotrophin injection). Há quem defenta, porém,  a utilização desta medicação apenas em casos de Síndrome de West considerados criptogénicos, e não em espasmos infantis resultantes de lesões cerebrais, por exemplo. Há casos em que a resposta terapêutica pode aparecer em até 48 ou 72 horas após aplicação de uma primeira dose do ACTH, podendo haver uma possibilidade de recidiva de crises nos casos considerados mais graves na dependência da precocidade do diagnóstico e da extensão e gravidade da lesão cerebral associada. Outros anticonvulsivantes têm sido utilizados, isoladamente ou em combinação nos casos de espasmo infantis, como o Clonazepam, o Ácido Valpróico, o Fenobarbital e o Vigabatrin. No que concerne ao tratamento fisico, devemos seguir as etapas de maturação de acordo com cada criança.
Em todo paciente com Síndrome de West precisa trabalhar-se primeiramente a extensão de cabeça e do tronco, para que depois, então a criança seja estimulada a começar a rolar, arrastar, gatinhar, sentar... etc.. Na piscina, o calor da água ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo que o alívio seja temporário. Entretanto, à medida que a espasticidade diminui, movimentos passivos podem ser administrados em maior amplitude com menor desconforto para o paciente. Deste modo a amplitude articular pode ser mantida. Os movimentos passivos devem ser efectuados lentamente e ritmicamente , começando com o tronco e articulações proximais, gradualmente incluindo as articulações distais. Os movimentos devem a princípio ser de natureza oscilatória e a seguir de natureza rotatória. O tronco e os membros devem ser movidos em padrões de movimento com inibição reflexa. O paciente deve respirar profundamente e calmamente, e o momento do estendimento máximo deve coincidir com a expiração. A principal dificuldade em obter uma fixação estável para ambos os pacientes e o terapeuta.
Para Lépore (1999), podemos conseguir os seguintes efeitos obtidos com exercícios terapêuticos da água, considerando os vários tipos de deficiências, tais como:

·         Diminuição de espasmos e relaxamento muscular;

·         Alívio da dor muscular e articular;

·         Manutenção ou aumento da amplitude do movimento articular;

·         Fortalecimento e aumento da resistência muscular localizada;

·         Melhoria circulatória e na elasticidade da pele;

·         Melhoria no equilíbrio estático e dinâmico;

·         Relaxamento dos órgãos de sustentação (coluna vertebral)

·         Melhoria da postura;

·         Melhoria da orientação espaço-temporal.

Sugestões:

http://edif.blogs.sapo.pt/29535.html

http://moisesapertbr.br.tripod.com/moisesapertbr/id13.html

http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=450

http://www.artigonal.com/medicina-artigos/sindrome-de-west-na-hidroterapia-593689.html

http://www.westmariana.com/principal.htm

http://ciepre.blogspot.com/2007/09/sindrome-de-west.html

http://www.ruadireita.com/desporto/info/os-beneficios-da-natacao/

http://www.efdeportes.com/efd106/beneficios-da-natacao-para-alunos-com-lesao-medular.htm

http://www.efdeportes.com/efd53/aquat.htm

http://beneficiosnatacao.blogspot.com/2007/04/natao-para-deficientes-fsicos.html

http://www.efdeportes.com/efd53/aquat.htm

http://www.assidef.org/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=25

BOM TRABALHO!


Plano de formação 2009

5 de Novembro:

A multideficiência no contexto educativo

Comunicação alternativa para o aluno multideficiente

Perspectivar a educação de alunos com multideficiência é um desafio. A especificidade das suas necessidades educativas requer técnicos com elevado nível de especialização que lhes permitam identificar as suas necessidades, garantindo respostas mais adequadas.

Para que estas respostas, em contexto escolar, sejam as mais adequadas os professores precisam fazer formação na área ou então serem apoiados por técnicos especializados nas mesmas. Todavia, a atenção do professor ou técnico nesta área não deverá apenas centrar-se só em actividades práticas, ele deverá, acima de tudo, trabalhar de forma a incluir as crianças multideficientes nos contextos escolares, sensibilizando os demais para a sua presença e promovendo a adaptação da criança ao contexto.

Tendo em consideração a especificidade da intervenção por parte do professor ou técnico junto destas crianças a acção que realizamos procura apresentar algumas estratégias/actividades relativas à intervenção pedagógica junto de crianças multideficientes.


 

12 de Novembro:

A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com Nee

A água é um meio maravilhoso para realizar exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios em solo.

A prática da natação ou de actividades aquáticas melhora a capacidade cardiovascular, respiratória, o tónus, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força, a velocidade, desenvolve habilidades psicomotoras como a lateralidade, as percepções táctil, auditiva e visual, as noções espacial, temporal e de ritmo, a sociabilidade e a autoconfiança.

A natação é um desporto que pode fazer parte da vida da criança logo nos primeiros meses. Deve ser praticada de forma lúdica e recreativa, sem compromisso com as técnicas, para que haja uma adaptação ao meio aquático. Este desporto contribui para desenvolvimento do ser humano integral, nos aspectos cognitivo, emocional e social. Na natação, a criança pode experimentar os movimentos novos que aprende sem traumas de uma queda como: rolar, movimentar pernas e braços – para além disto, a água morna é um aconchegante.


 

19 de Novembro:

Deficiência Mental

Níveis e tipos

A escola do ensino regular abarca uma diversidade de alunos que devido às suas características heterogéneas dificultam o, já por si, difícil processo de ensino/aprendizagem. Não obstante, a diferenciação pedagógica a par da individualidade que tem o Projecto Curricular de Turma, assim se pretende, deverão constituir-se como factores facilitadores quer do processo de ensino/aprendizagem, quer da integração e, consequentemente, da inclusão da criança diferente.

Numa altura em que, cada vez mais, se fala em escola inclusiva, é imperioso que esta instituição, na pessoa do professor e dos demais funcionários, esteja preparada para trabalhar com a diversidade de alunos que a frequentam. É necessária uma mudança ao nível de mentalidades no que concerne à comunidade escolar mas também à comunidade em geral. Como tal, é fundamental que se aposte na formação dos professores e dos demais funcionários/técnicos que participam no processo educativo da criança/jovem, especialmente quando se trata de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

Dentro do grupo de alunos com NEE incluem-se os alunos com deficiência Mental, aos quais nos reportaremos ao longo do nosso trabalho. Estas crianças apresentam determinadas características e, na maioria das vezes, dificuldades cognitivas que influenciam e, ao mesmo tempo, podem prejudicar a sua aprendizagem. Para além destas dificuldades estes alunos poderão apresentar problemas ao nível da autonomia pessoal e social, comunicação, relações sócio-afectivas, entre outros. Ao longo da reflexão, acerca desta problemática, que nos propusemos fazer, iremos não só especificar algumas dessas características e dificuldades mas também tentar apresentar algumas estratégias de actuação, que se devidamente adequadas, poderão ser um contributo para melhorar o trabalho com estas crianças e ajudar o professor na sua prática pedagógica.

 


26 de Novembro:

Formação pessoal e preparação para a vida activa

Tendo em conta esta situação e às características da população escolar com nee, verificamos que existe uma grande necessidade em se trabalhar de uma forma mais eficaz a relação dos alunos com o mundo exterior, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de competências sociais, independência pessoal e social, assim como uma preparação para o mundo do trabalho, a aquisição dos conhecimentos básicos do mundo que os rodeia e a utilização e compreensão dos serviços existentes.

A escola deve proporcionar a aquisição dos conteúdos básicos que permitam o prosseguimento de estudos ou a inserção em esquemas de formação profissional, proporcionando-lhes situações reais de trabalho, bem como facilitar a sua aprendizagem e desenvolvimento de métodos e instrumentos de trabalho, valorizando sempre a vertente prática do trabalho, assim como a comunicação, as relações interpessoais e a cooperação.

Nos tempos que correm em que a sociedade apresenta cada vez mais desafios, pressupõe-se preparar os alunos para conseguirem dar resposta às solicitações do presente e do futuro.

Deste modo, a escola deverá definir/redefinir a sua filosofia de vida através de um novo empenho para a sua acção futura.

A escolha do tema desta acção resume-se à necessidade de proporcionar às crianças e jovens todas as condições necessárias para o seu desenvolvimento e pleno aproveitamento das suas capacidades.

 


3 de Dezembro:

Educação Sexual na Diferença

Falar de Educação Sexual é falarmos do nosso corpo, na forma como nos expressamos dos nossos sentimentos e emoções.

A Educação Sexual compreende diversos aspectos da sexualidade e das relações que estabelecemos com os outros e connosco (Enquanto seres sexuados e dotados de uma identidade sexual).

A Educação Sexual desempenha um papel de extrema importância na promoção da auto-estima, afirmação pessoal e desenvolvimento da personalidade.

 


Para mais informações contacte:

edif@sapo.pt