Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

EDUCAÇÃO DIFERENTE - Gabinete de Apoio e de Intervenção

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEFICIÊNCIA

EDUCAÇÃO DIFERENTE - Gabinete de Apoio e de Intervenção

EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E DEFICIÊNCIA

Apoio on line

Ola. Andando a procura de novas formas para ajudar o meu filho, acabei por encontrar a vossa pagina. Ou eu não encontro ou não é muito comum falarem deste tipo de ‘problema’.

O meu filho tem 4 anos e 5 meses  e esta com um atraso significativo na fala.

 entrou para o pré escolar aos 3 anos, desde então que tenho visto grandes melhorias, da mesma forma que também esta a fazer terapia da fala.

Desde cedo que tentávamos ‘obrigar’ a que ele nos pedisse as coisas, o querer agua, o querer qualquer coisa, mas como ‘a luta’ era grande, ele acabou por se desenrascar sozinho e aos poucos foi deixando de pedir …… fazendo ele próprio as coisas.

A questão e mesmo só da fala.

Ele neste momento diz varias palavras, mas nenhuma é dita de forma direita, por norma diz a ultima sílaba  ou as duas ultimas sílabas das palavras. Não constrói frases, apenas  diz por exemplo na frase: mama já fiz coco’ ele diz, mama coco,  ….

Se algum menino lhe ‘faz mal’ ele não se defende e não conta a ninguém.

Não sei se e intuição ou se muita vontade que ele desenvolva na totalidade, mas sinto que ele esta numa fase em que, ou ‘se empurra’ e ele vai, ou se deixa e ele continua assim .digo isto porque fazendo comparações em relação ao pre escolar, este ano já consigo ‘arrancar ‘ dele algumas coisinhas que se passem la, coisa que o ano passado era impossível… ele já tenta dar me os recados que mandam da escolinha, … entre varias coisas.

Para alem da pré escolar, da terapia da fala e do trabalho em casa, queria fazer mais por ele, mas não sei como….

Um dia destes lembrei me se haverá algum desporto que ele possa fazer para’ puxar’ por ele, mas não sei qual.

Reparo que ele e muito distraído, ou pelo menos, não presta atenção nas coisas que esta a fazer.como contar, ele conta ate dez, mas se for alguém a pedir para contar ele troca os números, já consegue escrever o primeiro nome dele, mas se não estiver ninguém a beira dele, por exemplo, já troca as letras do nome….

Eu sei tb que o meu estado não ajuda muito, pois sou uma pessoa com depressão crónica, e com crises de pânico. Neste momento vivemos só os dois e tem alturas que apetece desistir …

E difícil controlar a minha ansiedade em relação a esta situação . Todos os meus dias são dedicados a ele, esquecendo me por vezes de mim ….

O importante aqui e as possibilidades que o meu pequenino tem de superar este obstáculo.

Peço desculpa se o meu texto esta um pouco confuso e agradeço muito se me puderem ajudar nesta situação. Seja com documentos para ler (ate aprendi a gostar de ler)para me informar de mais alguma coisa, seja com ideias, seja com qualquer coisa.

Fico a aguardar alguma resposta.

Obrigado

Cumprimentos

Angela Barros

 

Bom dia minha amiga... Desde já obrigado pelo seu testemunho. De uma forma geral, o processo de aquisição da comunicação é lento, gradual, evolutivo e envolve diferentes factores, tais como: orgânicos, psicológicos, culturais, afectivos, entre outros... Os problemas de comunicação, fala e linguagem podem ser percebidos desde o início da infância, e vários deles podem ser superados com o decorrer do tempo. Podemos destacar: o mutismo (incapacidade de articular palavras – causado por transtornos do sistema nervoso central, problemas auditivos, psicológicos...); o mutismo selectivo (ausência total e persistente da linguagem, em determinadas circunstâncias ou diante de determinadas pessoas); dislalia (distúrbio na articulação dos sons, fundamentalmente devido a dificuldades na discriminação auditiva e/ou problemas orofaciais, fatores psicológicos e ambientais - pode manifestar-se de diversas formas, como mostram os exemplos a seguir: omissão; acréscimo; distorção ou substituição); disglossias (dificuldades na produção oral, devido a alterações anatómicas e/ou fisiológicas dos órgãos articulatórios); disartria (problema articulatório que se manifesta na dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos necessários à emissão verbal); disfluência (distúrbio que afecta a fluência da fala e caracteriza-se por interrupções no ritmo e na melodia do discurso – gagueira); disfasia (distúrbio profundo dos mecanismos de aquisição da linguagem):

Assim sendo, é de extrema importância realizar-se e estruturar-se uma intervenção precoce, preferencialmente antes dos 4 ou 5 anos de idade – isto para que,  a criança não tennha problemas relacionados com a comunicação durante a fase de aprendizagem da leitura e da escrita (1º Ciclo):

A terapia da fala recomenda-se quando o desvio persiste e está muito fora do padrão linguístico. Nestas sessões, realizar-se-ão exercícios articulatórios e interacção da criança com a linguagem – o objectivo principal é que a criança tenha a consciência fonológica e organização vocabular.

No que ser refere á prática de exercício físico, penso que qualquer um que seja do agrado do seu filho é válido – é imperioso que se sinta bem.

A actividade física regular está associada a imensos benefícios ao nível da saúde física e mental. Ao longo dos últimos anos, a prática regular de exercício físico tem sido reconhecida como uma alternativa não medicamentosa ao tratamento e prevenção de doenças crónico-degenerativas, promovendo a saúde e a sensação de bem-estar (Warburton, Nicol & Bredin, 2006) com benefícios evidentes tanto na esfera física quanto cognitiva.

O exercício físico é de extrema importância para a redução da tensão arterial; redução de peso e obesidade; redução da diabetes; proteção contra a osteoporose e enfraquecimento dos ossos; redução da doença coronária/cardiovascular, entre outros...

A prática do exercício físico pode contribuir para uma melhoria efetiva da saúde mental, no que concerne à capacidade de resistir às exigências da rotina diária, controle dos níveis de ansiedade, combate às depressões, construção da identidade pessoal, etc...

Estudos realizados na última década apontam para a existência de efeitos positivos da prática regular de exercício físico ao nível da saúde mental, em diferentes indicadores tais como os estados de humor, a depressão, a ansiedade, o stresse e a autoestima (Biddle, Fox, & Boutcher, 2000).

Os efeitos indiretos do exercício físico na saúde mental são: a melhoria da qualidade de vida e bem estar do indivíduo, assim como o desenvolvimento de um estilo de vida saudável preventivo de doenças.

Os efeitos diretos do exercício físico na saúde mental são: a prevenção/tratamento de desordens mentais; a melhoria do bem estar psicológico (estados de humor e autoperceções); a melhoria do funcionamento mental (gestão do stresse, sono e cognição) e melhoria do bem estar social (autonomia, interação e cidadania).

Prevenção das doenças mentais: depressão clínica (os efeitos do exercício físico são tão positivos como a psicoterapia); desordens mentais (os efeitos do exercício físico face aos acessos de pânico e ansiedade e esquizofrenia); ansiedade, pânico e fobias; desordens obsessivo-compulsivas; esquizofrenia e psicoses.

Estudos realizados sugerem que exercícios, nomeadamente os aeróbios, contribuem para a preservação da memória, qualidade do sono, humor, diminuem os níveis de stresse, combatem as doenças ligadas ao envelhecimento e ainda ajudam a controlar os sintomas de depressão e ansiedade. Os estudos também indicam que a prática de atividade física fortalece o sistema imunitário, diminui a dor crónica e melhora a atenção e concentração. Isto ocorre devido ao aumento de endorfinas (substância química que provoca uma sensação de prazer, euforia e bem estar) no sistema nervoso.

Esta sensação de bem estar provocada pelo exercício reflete-se diretamente na autoestima, ao nível social, profissional, espiritual, físico – conferindo perceções específicas da situação contextual do indivíduo.

Para além disto, o exercício físico também promove benefícios sociais, combatendo o isolamento e proporcionando integração do indivíduo.

Em suma, não se esqueça que sendo a mãe e a sua principal educadora e transmissora de informação e conhecimento. Deverá fazer um esforço por estar bem e melhorar a sua condição psicológica e humana. Isto é, também tem de preocupar-se consigo – se estiver bem, o seu filho beneficiará de um auxilio com maior qualidade da sua parte.

Qualquer dúvida estarei à disposição

Cumprimentos e muita força.

António Pedro


Sugestões de visita:

http://edif.blogs.sapo.pt/98680.html

http://edif.blogs.sapo.pt/99179.html

http://edif.blogs.sapo.pt/98218.html

http://edif.blogs.sapo.pt/97573.html

http://guiadobebe.uol.com.br/os-riscos-do-atraso-no-diagnostico-de-problemas-de-fala/~

http://www.slideshare.net/dulce910/23128537-comunicacaolinguagemfala

http://ria.ua.pt/bitstream/10773/1046/1/2009001359.pdf

http://falaremterapeutica.blogspot.pt/2007/05/atraso-do-desenvolvimento-da-linguagem.html